Filarmônica Vera Cruz

A Orquestra

orquestra

"Do planalto abençoado para as telas do mundo". Sob este lema a Cia. Cinematográfica Vera Cruz produziu em São Bernardo do Campo mais de 20 filmes que continuam hoje, mais de 60 anos passados, obras referenciais do cinema e da cultura. A ousadia de criar em São Bernardo, antes do surto de industrialização que veio com a implantação da indústria automobilística no Brasil, um grande estúdio cinematográfico é a inspiração que marca o projeto de construir agora, em São Bernardo, uma grande orquestra: a Filarmônica Vera Cruz.

A Filarmônica Vera Cruz, projeto que tem o maestro Júlio Medaglia como seu diretor artístico, reúne alguns dos nomes mais expressivos da música clássica do Brasil.

A orquestra foi reestruturada em 2010 e desde a temporada 2011, vem se apresentando semanalmente nos diversos espaços culturais de São Bernardo do Campo, além de Campos do Jordão e São Paulo.

Com uma programação bastante diversificada e apresentações sempre gratuitas, a Filarmônica Vera Cruz tem o objetivo principal de atrair novos ouvintes e divulgar a música clássica para todos os públicos.

Diretor Artístico e Regente Principal

Júlio Medaglia

julio medaglia

O primeiro contato de Júlio Medaglia com um instrumento foi em casa. Posteriormente participou de uma orquestra de amadores, e conheceu o então oboísta Isaac Karabtchevsky, que o leva para a Escola Livre de Música de São Paulo, criada em 1952 por um dos grandes mentores musicais da época, Hans-Joachim Koellreutter.

No final dos anos 1950, Koellreutter transfere-se para Salvador para montar os Seminários de Música da Universidade da Bahia. Júlio Medaglia o acompanha e lá, se aperfeiçoa em regência, inicialmente coral e depois sinfônica. Em Salvador, é convidado pelo Diretor da Escola Superior de Música da Universidade de Freiburg, Artur Hartmann, para estudar regência na Alemanha. Júlio Medaglia também teve aulas de regência sinfônica em Taormina, com Sir John Barbirolli, um dos mais respeitados maestros do século XX.

Também participa de cursos ministrados por Stockhausen e Boulez durante os festivais de música contemporânea de Darmstadt. Em 1965, forma-se, com distinção, pela Academia de Freiburg, em regência sinfônica.

No final dos anos 1960, retorna ao Brasil e participa da organização dos Festivais da Record. Nessa época, participa de movimentos artísticos de vanguarda. No final de 1967, escreve arranjo para a canção Tropicália, de Caetano Veloso, que marca o início do Tropicalismo.

Nos anos 1980, dirige, por quatro anos, o Teatro Municipal de São Paulo. No início dos anos 1990, assume a direção artística do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e, em seguida, a regência titular da orquestra do Teatro Nacional de Brasília. Na mesma época, dirige o Festival de Inverno de Campos do Jordão e participa em grandes espetáculos cênico-musicais, como: Carmina Burana, de Carl Orff; a ópera Aida, de Verdi; a História do Brasil; e a ópera afro-brasileira Lídia de Oxum, de Lindembergue Cardoso e Ildázio Tavares.

No final da década de 1990, monta uma orquestra filarmônica de nível internacional, em plena floresta amazônica, a Amazonas Filarmônica.

Ensaísta e colaborador de vários periódicos brasileiros, tem livros publicados como tradutor e autor. É também responsável pelo programa "Prelúdio", na TV Cultura, que promove um concurso de jovens instrumentistas brasileiros.

É membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Paulista de Letras.

Diretor Executivo

José Roberto Walker

jose roberto walker

José Roberto Walker, é publicitário, formado em História pela Universidade de São Paulo. Fundou e dirige desde 2009 a Cia. Brasileira de Ópera. Foi diretor da Rádio Cultura AM e FM e do Núcleo de Programação Erudita da TV Cultura, tendo realizado, na área de vídeo e televisão mais de cem documentários e gravações de espetáculos de música, ópera e dança, destacando-se o documentário "OSESP na Europa", gravado na Suíça, Áustria e Alemanha, em 2007, a gravação do espetáculo "Sandy e Marcelo Bratke in Concert", no Auditório Ibirapuera, em 2006, a Ópera "Fidélio" com a OSESP, na Sala São Paulo, em 2005.

Criou para a TV Cultura de São Paulo os programas Prelúdio, o primeiro programa de calouros de música erudita da TV brasileira, Por Dentro da Orquestra, Resumo da Ópera, Movimento e Fortíssimo, dedicados à música sinfônica, ópera e dança. No rádio, criou mais de 30 programas dedicados à música erudita e a música popular brasileira, reunindo nomes como John Neschling, Almeida Prado, Turíbio Santos, João Carlos Martins, Fortuna, Artur da Távola, Carmélia Alves, entre muitos outros.

Vem atuando na área cultural nos últimos 20 anos e já coordenou importantes projetos culturais, entre eles diversas edições do Festival de Inverno de Campos do Jordão, a produção do espetáculo ao ar livre Maracatu do Chico Rei, de Francisco Mignone, com a OSESP, regida pelo maestro Eleazar de Carvalho e a Cisne Negro Cia. de Dança; a produção da ópera "La Cenerentola", com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, regida por John Neschling, que inaugurou o Theatro São Pedro, o projeto "Foto São Paulo", que reuniu mais de 2.000 fotógrafos amadores e profissionais numa jornada pela preservação do Centro de São Paulo e a exposição "Cotidiano Vigiado - Repressão, Resistência e Liberdade nos Arquivos do Dops 1924-1983", que inaugurou o prédio restaurado do antigo Dops de São Paulo. Criou o projeto de instalação do Museu do Imigrante, e inúmeras exposições em espaços públicos em São Paulo.

Também foi responsável pela coordenação editorial e é co-autor dos livros "Theatro São Pedro: Resistência e Preservação", "Sala São Paulo - Café Ferrovia e a Metrópole" e "O Presépio Napolitano de São Paulo" e "Ferrovia, Um Projeto para o Brasil", e editou o livro "Cisne Negro - 30 anos de Dança".